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Oftalmocenter

Cirurgia Refrativa a Laser: Corrigindo Miopia, Astigmatismo e Hipermetropia

É um procedimento que remodela a curvatura da córnea com precisão, permitindo que a luz volte a focar corretamente na retina e reduza ou elimine o uso de óculos e lentes de contato.

Quando pensamos em enxergar bem, imaginamos algo simples. Abrir os olhos e reconhecer cada detalhe. Ler uma placa. Ver o rosto de alguém com nitidez. Mas, para muitas pessoas, esse processo natural se torna um desafio diário. A cirurgia refrativa a laser surgiu exatamente para isso. Ela reorganiza a superfície da córnea com uma precisão impressionante, e esse pequeno ajuste permite que o mundo volte a ganhar foco.
Na Oftalmocenter de Campinas, esse cuidado é visto como uma jornada. Uma transformação que vai além da parte técnica e toca a vida de quem sempre desejou liberdade visual.

Para que serve a cirurgia refrativa?

Corrige erros refrativos como miopia, astigmatismo e hipermetropia, permitindo maior nitidez visual sem depender de correção óptica externa.

A ideia é devolver ao olho a capacidade de focar corretamente. Cada condição provoca uma distorção diferente, mas todas têm um ponto em comum: a dificuldade de enxergar com nitidez. A tecnologia a laser permite corrigir essas diferenças de forma personalizada, considerando as características únicas de cada córnea. É como se a cirurgia ajustasse uma lente interna que sempre esteve ali, apenas fora de posição.

Miopia, astigmatismo e hipermetropia: entendendo cada condição

A miopia dificulta enxergar de longe, o astigmatismo distorce a visão em todas as distâncias, e a hipermetropia prejudica principalmente a visão de perto.

Essas três condições são comuns, mas cada uma provoca um desconforto específico. A miopia aproxima demais o mundo, fazendo com que objetos distantes pareçam borrados. O astigmatismo é mais sutil, porém persistente. Ele distorce linhas, formas e contornos, criando um cansaço visual constante. Já a hipermetropia torna a visão de perto um esforço, como se o olho precisasse trabalhar o tempo todo para manter o foco.
Entender essas diferenças ajuda a perceber por que a cirurgia refrativa é tão transformadora: ela devolve ao olho a naturalidade do foco, sem esforço.

Como funciona o procedimento

O laser remodela a córnea em poucos minutos, sem cortes tradicionais, permitindo recuperação rápida.

O processo é muito mais delicado do que parece. A cirurgia começa com uma avaliação minuciosa. É nessa etapa que o médico examina não apenas a parte visível da córnea, mas também sua espessura, curvatura e perfil óptico completo. Somente após entender essas particularidades o especialista define a técnica ideal.
No dia do procedimento, o laser realiza micropulsos que remodelam a superfície da córnea. A sensação é mínima. O tempo é curto. E, quando tudo termina, o paciente já percebe diferenças, mesmo que a visão ainda esteja se ajustando.

Principais técnicas utilizadas

As técnicas mais comuns são LASIK, PRK e SMILE, escolhidas de acordo com o formato da córnea e o perfil do paciente.

Cada técnica tem sua lógica, seu tempo de recuperação e suas indicações. O LASIK costuma ser rápido e confortável, ideal para quem possui córnea com espessura adequada. O PRK é indicado para situações em que a superfície da córnea exige uma abordagem mais suave. Já o SMILE é uma tecnologia mais avançada, com uma incisão mínima e recuperação estável.

Quem pode fazer a cirurgia refrativa

Pessoas a partir de 18 anos, com grau estável e condições oculares saudáveis, após avaliação especializada.

Nem sempre a cirurgia é indicada, e isso faz parte da responsabilidade médica. A idade importa porque a visão precisa estar estável. Algumas doenças oculares também exigem atenção especial. É por isso que a avaliação pré-operatória é tão detalhada. Ela revela se o procedimento é seguro e se realmente trará o resultado desejado.
Esse cuidado evita riscos e garante que o benefício seja duradouro.

Como é a recuperação

A recuperação varia conforme a técnica, mas geralmente é rápida e com desconforto leve.

A visão costuma melhorar ao longo dos dias, e pequenas sensações de secura ou sensibilidade são esperadas. Cada pessoa experimenta esse período de um modo único. Muitos descrevem como uma sensação de libertação, quando o mundo volta a ganhar contorno e luz.
É importante seguir todas as orientações médicas, como evitar coçar os olhos, usar colírios corretamente e proteger a região contra poeira e luminosidade excessiva.

Benefícios da cirurgia refrativa

Melhora significativa da visão, redução ou eliminação dos óculos e mais liberdade nas atividades diárias.

Mas, além do benefício prático, existe algo mais profundo. Muitos pacientes relatam uma sensação de leveza, como se algo deixasse de ser um obstáculo. É poder praticar esportes sem limitações. Acordar e ver o mundo com clareza. Olhar para longe e não depender de uma lente.
Esse impacto emocional é tão marcante quanto o resultado físico.

Riscos e limitações

Apesar de segura, a cirurgia possui riscos raros e pode não eliminar totalmente o grau em alguns casos.

Por isso a consulta prévia é essencial. É nela que o médico avalia expectativas, histórico de saúde e características da córnea. Quando feita com planejamento e responsabilidade, a cirurgia apresenta excelentes resultados e segurança elevada. A transparência faz parte da jornada.

Quando a cirurgia não é indicada

Não é indicada para córneas muito finas, alterações estruturais, grau instável ou doenças oculares específicas.

Essas contraindicações existem para preservar a saúde do olho. Em alguns casos, outras alternativas podem ser recomendadas.

Exame pré-operatório

É uma avaliação completa da córnea e da refração, essencial para garantir segurança e precisão no tratamento.

Mapeamentos, medidas de espessura e análise do comportamento óptico formam uma espécie de impressão digital da visão. É a partir dela que o médico define a técnica ideal e a quantidade exata de correção. Cada detalhe importa.

Visão após a cirurgia

A visão melhora progressivamente e se estabiliza nas semanas seguintes, variando conforme a técnica utilizada.

O curioso é perceber como o cérebro também participa da adaptação. Ele reaprende a interpretar as imagens com nitidez, como se reencontrasse um padrão antigo. É um processo natural e gratificante.

Cirurgia refrativa na Oftalmocenter de Campinas

A Clínica oferece avaliação completa, tecnologia atual e acompanhamento personalizado em todas as etapas.

Aqui, o cuidado não termina na sala cirúrgica. Ele continua nas revisões, nos ajustes e na escuta atenta das dúvidas do paciente. A equipe entende que cada história é única, e por isso cada tratamento é pensado sob medida.

A cirurgia refrativa a laser é uma solução segura e eficaz para corrigir miopia, astigmatismo e hipermetropia.

Ela transforma a experiência de enxergar. Oferece liberdade, conforto e clareza. Quando realizada em um centro especializado, como a Oftalmocenter Campinas, reúne segurança, precisão e acolhimento.

É um passo importante, e quem o dá costuma perceber que a visão não muda apenas no campo físico. Muda também o modo como cada pessoa se relaciona com o mundo.

Blefaroplastia: O que é, como é feita e quem pode fazer

Blefaroplastia: O que é, como é feita e quem pode fazer – Seu guia completo sobre plástica ocular

A busca por uma aparência mais rejuvenescida e um olhar vibrante é comum. Muitas vezes, a região dos olhos é a primeira a mostrar sinais de envelhecimento, como pálpebras caídas e bolsas. É aqui que a Plástica Ocular, ou Oculoplástica, entra em cena, com a Blefaroplastia se destacando como um dos procedimentos mais procurados. Mas o que exatamente é a Blefaroplastia? Quem pode fazer? Como é o procedimento? E quais os benefícios? Este guia completo vai responder a todas as suas perguntas, consolidando nossa autoridade no assunto e garantindo que você tenha todas as informações necessárias para tomar uma decisão informada.

O que é Blefaroplastia? Desvendando a cirurgia das pálpebras

A Blefaroplastia é um procedimento cirúrgico estético e funcional que visa corrigir excessos de pele, gordura e, em alguns casos, flacidez muscular nas pálpebras superiores e/ou inferiores. O termo “Plástica Ocular” abrange uma série de cirurgias que visam restaurar a estética e a função da região ao redor dos olhos. A Blefaroplastia é, sem dúvida, o carro-chefe dessa especialidade.

Por que a Blefaroplastia é tão procurada?

Com o envelhecimento, a pele das pálpebras perde elasticidade, os músculos enfraquecem e a gordura ao redor dos olhos pode se deslocar. Isso pode resultar em:

  • Pálpebras superiores caídas (dermatocálase): Dando um aspecto de cansaço ou tristeza, e em casos mais avançados, podendo até comprometer o campo de visão.
  • Bolsas sob os olhos: Acúmulo de gordura que confere um inchaço persistente.
  • Excesso de pele e rugas finas: Principalmente nas pálpebras inferiores, as famosas “rugas de expressão”.

A Blefaroplastia corrige esses problemas, proporcionando um olhar mais jovem, alerta e descansado, além de, em muitos casos, melhorar a função visual.

Quem pode fazer Blefaroplastia? Critérios e indicações

A Blefaroplastia é indicada para homens e mulheres que apresentam os sinais de envelhecimento nas pálpebras mencionados anteriormente. No entanto, existem critérios importantes a serem avaliados por um especialista em Oculoplástica:

  • Idade ideal
    Geralmente, o procedimento é realizado em pacientes a partir dos 35 anos, quando os sinais de envelhecimento começam a ser mais evidentes. Contudo, em casos onde há fatores genéticos que causem bolsas de gordura proeminentes em idades mais jovens, a cirurgia pode ser considerada.
  • Condições de saúde
    É fundamental que o paciente esteja em bom estado geral de saúde. Condições como glaucoma, olho seco grave, problemas de tireoide não controlados, diabetes e pressão alta precisam ser cuidadosamente avaliadas. Uma consulta pré-operatória completa com o cirurgião oftalmológico especialista em Plástica Ocular é indispensável para verificar a elegibilidade.
  • Expectativas realistas
    O paciente deve ter expectativas realistas sobre os resultados da cirurgia. A Blefaroplastia rejuvenesce o olhar, mas não interrompe o processo natural de envelhecimento.

Como é feita a Blefaroplastia? O passo a passo do procedimento

A Blefaroplastia é um procedimento cirúrgico relativamente rápido e pode ser realizada em regime ambulatorial, o que significa que o paciente geralmente recebe alta no mesmo dia.

  • Antes da cirurgia (pré-operatório)
    • Consulta com o especialista: O oftalmologista especialista em Plástica Ocular fará uma avaliação detalhada da saúde ocular, histórico médico e das expectativas do paciente. Serão solicitados exames de sangue e cardiológicos.
    • Orientações: O paciente receberá instruções sobre medicamentos a serem evitados (como aspirina), jejum e preparativos para o dia da cirurgia.
  • Durante a cirurgia (o procedimento)
    A Blefaroplastia pode ser realizada sob anestesia local com sedação ou anestesia geral, dependendo da complexidade do caso e da preferência do paciente e cirurgião.

    • Pálpebra superior: O cirurgião realiza uma incisão na dobra natural da pálpebra. Através desta incisão, o excesso de pele e gordura é removido. A incisão é então fechada com suturas finas, que ficam praticamente imperceptíveis após a cicatrização.
    • Pálpebra inferior: As opções incluem:
      • Incisão subciliar: Logo abaixo dos cílios, permite a remoção de excesso de pele e gordura.
      • Incisão transconjuntival: Feita na parte interna da pálpebra, ideal para remoção de bolsas de gordura sem cortes externos visíveis.
        Em ambos os casos, a gordura pode ser removida ou reposicionada para suavizar a transição entre a pálpebra e a bochecha.
  • Depois da cirurgia (pós-operatório)
    O pós-operatório é crucial para o sucesso da Blefaroplastia:

    • Repouso: É recomendado repouso relativo nos primeiros dias, evitando esforços físicos.
    • Compressas frias: Ajuda a diminuir o inchaço e os hematomas.
    • Medicação: Analgésicos e anti-inflamatórios podem ser prescritos para controlar qualquer desconforto.
    • Limpeza: Instruções específicas para a higiene da região.
    • Retirada de pontos: Geralmente ocorre entre 5 e 7 dias após a cirurgia.
    • Resultados: O inchaço inicial diminui em algumas semanas, e o resultado final pode ser observado após alguns meses, à medida que a cicatrização se completa.

Onde fazer Blefaroplastia? A importância do especialista em Plástica Ocular

A Blefaroplastia e outros procedimentos de Plástica Ocular devem ser realizados por um oftalmologista especializado em Oculoplástica. Este profissional possui o conhecimento aprofundado da anatomia ocular e periocular, garantindo não apenas um resultado estético superior, mas também a segurança da visão do paciente.

Como escolher o profissional certo?

  • Certificação e experiência: Verifique se o médico é um oftalmologista com especialização em Oculoplástica.
  • Histórico de sucesso: Pesquise por depoimentos de outros pacientes e veja fotos de antes e depois (sempre com o consentimento do paciente).
  • Infraestrutura da clínica: A cirurgia deve ser realizada em ambiente adequado, com todos os recursos necessários para a segurança do paciente.
  • Comunicação: Escolha um profissional que seja claro, paciente e que responda a todas as suas dúvidas.

Quanto custa a Blefaroplastia? Entendendo os Valores

O custo da Blefaroplastia pode variar significativamente dependendo de diversos fatores:

  • Complexidade do caso: Se a cirurgia envolve apenas pálpebra superior, inferior ou ambas, e se há necessidade de outras intervenções.
  • Honorários do cirurgião: A experiência e a reputação do oftalmologista especialista em Plástica Ocular influenciam o valor.
  • Local da cirurgia: Custos de hospital ou clínica.
  • Tipo de anestesia: O tipo de anestesia utilizada.
  • Exames pré-operatórios: Podem ou não estar incluídos no valor total.

É crucial que o paciente receba um orçamento detalhado após a consulta e avaliação individual. O foco deve ser na qualidade e segurança do procedimento, e não apenas no preço.

Quais os Benefícios da Blefaroplastia? Além da estética

Os benefícios da Blefaroplastia vão muito além da melhora estética:

  • Rejuvenescimento do olhar: Aspecto mais jovem, descansado e alerta.
  • Melhora do campo de visão: Em casos de pálpebras caídas que obstruem a visão.
  • Aumento da autoconfiança: A melhora na aparência pode impactar positivamente a autoestima do paciente.
  • Redução de rugas e linhas finas: Contribui para uma pele mais lisa na região periorbital.
  • Diminuição de bolsas: alívio do inchaço e aspecto de cansaço.
  • Resultados duradouros: Embora o envelhecimento continue, os resultados da Blefaroplastia são de longa duração.

Por que investir em Plástica Ocular com um especialista?

Investir na Plástica Ocular e, em particular, na Blefaroplastia, é investir na sua saúde visual e no seu bem-estar. Optar por um oftalmologista especialista em Oculoplástica garante que o procedimento seja feito com a máxima segurança e precisão, preservando a saúde dos seus olhos enquanto busca o resultado estético desejado. Não arrisque sua visão com profissionais não qualificados. Sua beleza e saúde merecem o melhor cuidado.

Se você tem mais dúvidas sobre a Blefaroplastia ou outros procedimentos de Plástica Ocular, ou gostaria de agendar uma consulta para uma avaliação personalizada, entre em contato. Estamos aqui para oferecer o cuidado especializado que seus olhos merecem.

Astigmatismo tem cura?

Astigmatismo tem cura? Entenda as opções de tratamento

O astigmatismo é uma das condições visuais mais comuns, gerando muitas dúvidas, e a principal delas é: “O astigmatismo tem cura?”

A resposta é que, embora o astigmatismo seja uma condição crônica (não é uma “doença” que se cura com medicamentos), é totalmente corrigível. Você pode eliminar a necessidade de usar óculos ou lentes de contato por meio de procedimentos médicos.

O tratamento do astigmatismo visa corrigir o formato irregular do seu olho, garantindo uma visão nítida.

O quê: entendendo o astigmatismo

O astigmatismo é um erro refrativo causado por uma falha na curvatura da córnea (a camada transparente na frente do olho) ou, menos frequentemente, do cristalino (a lente interna do olho).

  • Como deveria ser: A córnea ideal tem o formato esférico, como uma bola de basquete, focando a luz em um único ponto da retina.
  • Como é no astigmatismo: A córnea tem um formato oval ou irregular, como uma bola de futebol americano. Isso faz com que a luz se focalize em múltiplos pontos na retina.

Sintomas comuns: Essa falha no foco causa visão embaçada ou distorcida para qualquer distância (tanto de perto quanto de longe), além de fadiga ocular e dores de cabeça.

 As soluções de correção: tratamento e “cura funcional” 

Embora não haja uma “cura” natural ou por medicamentos, existem três formas principais de corrigir o astigmatismo, eliminando os sintomas:

Correção óptica (solução temporária e reversível)

  • Óculos: A forma mais comum de correção. As lentes dos óculos são fabricadas com curvaturas específicas para compensar a irregularidade da sua córnea, forçando a luz a focar corretamente na retina.
  • Lentes de Contato Tórcas: Lentes de contato especiais que possuem um desenho diferenciado para corrigir o astigmatismo, proporcionando uma visão mais ampla e sem a interferência da armação dos óculos.

Importante: A correção óptica é um tratamento eficaz, mas não cura o astigmatismo; apenas o compensa enquanto você usa a lente.

Cirurgia refrativa a laser (solução permanente)

A cirurgia a laser é o método mais popular para eliminar a dependência de óculos ou lentes. O laser atua diretamente na causa do problema: o formato da córnea.

  • O Que Faz: O laser de Excimer remodela a superfície da córnea, transformando o formato irregular (futebol americano) em um formato mais esférico (bola de basquete).
  • Principais Técnicas: As mais utilizadas são LASIK e PRK. Ambas são seguras e rápidas, proporcionando uma correção estável e duradoura.
  • Resultado: Após a cicatrização, a córnea permanentemente corrigida passa a focar a luz corretamente, e o astigmatismo é funcionalmente eliminado.

Implante de lentes (para casos graves ou associados à catarata)

Para pacientes com astigmatismo muito alto ou aqueles que desenvolveram catarata (opacificação do cristalino) com a idade, a melhor solução é o implante de lentes intraoculares:

  • Lentes Intraoculares Tórcas (LIOs): Durante a cirurgia de catarata (ou cirurgia refrativa com troca de lente), o cristalino natural é substituído por uma lente artificial que já possui o poder de correção do astigmatismo embutido.

Quem pode fazer a cirurgia e quando 

A decisão de realizar a cirurgia é tomada pelo oftalmologista especialista em refrativa após uma avaliação rigorosa.

  • Quem é candidato:
    • Pacientes com grau estável de astigmatismo há pelo menos um ano.
    • Pacientes que não possuem outras doenças oculares (como ceratocone ou glaucoma avançado).
    • Pessoas com idade geralmente acima de 18 a 21 anos.
  • Onde fazer: A cirurgia é realizada em clínicas ou hospitais oftalmológicos especializados, utilizando equipamentos de alta precisão.

O astigmatismo não é uma sentença. Embora a condição fundamental do seu olho não mude sem intervenção, as técnicas modernas de correção, especialmente a cirurgia refrativa a laser, oferecem a você a oportunidade de ter uma visão nítida e eliminar a dependência de auxílios visuais.

Se você busca essa “cura funcional”, a melhor recomendação é agendar uma consulta com um oftalmologista para realizar um mapeamento completo e discutir a viabilidade da cirurgia em seu caso específico.

Glaucoma cega rápido?

Glaucoma cega rápido? Entenda o tempo de progressão da doença ocular

O que é o glaucoma e por que ele é silencioso? 

O glaucoma é uma neuropatia óptica progressiva. O dano ocorre geralmente devido ao aumento da pressão intraocular (PIO), causada por um desequilíbrio entre a produção e a drenagem de um líquido dentro do olho (humor aquoso).

O tipo mais comum é o Glaucoma Primário de Ângulo Aberto (GPAA), conhecido como o “ladrão silencioso da visão”.

  • Onde ataca: Inicialmente, ele rouba a visão periférica (a visão dos lados).
  • O silêncio: O paciente não sente dor ou percebe a perda visual até que o dano ao nervo óptico esteja muito avançado, já afetando a visão central.

É por isso que o diagnóstico precoce é a chave: quanto antes detectarmos, mais visão podemos salvar. Estima-se que 70% dos portadores no Brasil sequer sabem que têm a doença.

Tipos de glaucoma e suas velocidades

O tempo de progressão é diferente para cada tipo:

  1. Glaucoma Primário de Ângulo Aberto (GPAA): Sem tratamento, pode levar de 10 a 15 anos para a cegueira total. Com tratamento adequado, a visão pode ser preservada por mais de 20 a 50 anos.
  2. Glaucoma Agudo de Ângulo Fechado: É uma emergência médica. Um pico súbito e severo da PIO pode causar perda visual permanente em questão de horas ou dias.
  3. Glaucoma de Pressão Normal (GPN): O dano ocorre com a PIO em níveis “normais”. O tratamento deve ser mais agressivo, visando reduzir a pressão para níveis muito baixos para garantir a estabilidade.

Como o médico mede a velocidade da perda visual? 

Seu oftalmologista não mede apenas a PIO. Utilizamos a Perimetria Automatizada (exame de campo visual) para quantificar a velocidade de progressão em decibéis por ano (dB/ano).

O objetivo fundamental do tratamento do glaucoma é atingir uma taxa de progressão próxima de zero, o que significa estabilidade.

  • Progressão Lenta/Estável: Taxas próximas de −0.02 a −0.07 dB/ano, que é semelhante ao envelhecimento natural e preserva a visão por décadas.
  • Progressão Moderada: Cerca de −0.5 dB/ano. Se não desacelerada, pode levar à cegueira em cerca de 13 anos.
  • Progressão Rápida/Catastrófica: Acima de −1.5 dB/ano. Esta taxa é perigosa e indica um alto risco de cegueira em poucos anos, exigindo intervenção imediata, muitas vezes cirúrgica.

Quem está mais em risco e por quê? 

O glaucoma não atinge todos da mesma forma. O risco de progressão mais rápida e cegueira é maior em:

  • Raça Afrodescendente/Negra: Possuem um risco significativamente maior de cegueira (6 a 8 vezes mais).
  • Idade Avançada: Pessoas acima de 40 anos.
  • Comorbidades: Pacientes com diabetes têm um risco aumentado.
  • Flutuação da PIO: A pressão pode atingir picos perigosos durante a noite. Se o oftalmologista ignorar essa flutuação circadiana da PIO, o dano continua ocorrendo mesmo sob tratamento diurno.
  • Adesão ao Tratamento: A falha em usar corretamente os colírios, seguir o tratamento a laser (SLT) ou realizar a cirurgia transforma um glaucoma de progressão lenta em um caso rápido. A falta de acesso a cuidados ou medicamentos, muitas vezes associada a fatores socioeconômicos, é um grande preditor da cegueira.

O tratamento é a defesa mais poderosa 

O avanço da oftalmologia nos permitiu reduzir o risco de cegueira relacionada ao glaucoma em quase 50% nas últimas décadas. O glaucoma é controlável, embora não tenha cura.

  1. Diagnóstico Precoce: Faça o rastreio oftalmológico completo anual ou bienal, especialmente se você tiver qualquer fator de risco.
  2. Meta de PIO: O tratamento (com colírios, laser ou cirurgia) visa atingir uma pressão-alvo que seja baixa o suficiente para parar a progressão da doença (taxa de ≈0 dB/ano).
  3. Adesão: A sua disciplina é vital. O uso contínuo e correto dos medicamentos é o que garante que a PIO se mantenha estável, evitando os picos de pressão que matam as células do nervo óptico.

Onde procurar ajuda: O diagnóstico e tratamento devem ser feitos com um Oftalmologista Especialista em Glaucoma. Somente ele poderá individualizar a meta de pressão, monitorar sua taxa de progressão em dB/ano e ajustar o tratamento de maneira rigorosa.

A cegueira funcional é caracterizada pela perda de campo visual, deixando a famosa “visão em túnel”. O nosso trabalho é garantir que você não chegue a esse ponto. A intervenção e a conscientização são a principal defesa contra a perda visual total, agende sua consulta conosco. 

 

Doenças oftalmologicas

Olhos saudáveis: As doenças oftalmológicas mais comuns e como prevenir

Cuidar da visão é essencial para a nossa qualidade de vida. Nossos olhos são órgãos complexos e, assim como qualquer parte do corpo, estão sujeitos a diversas condições. Entender as doenças oftalmológicas mais comuns, como elas se manifestam e, principalmente, como preveni-las é o primeiro passo para garantir que sua visão permaneça nítida por muitos anos.

1. As mais frequentes: erros de refração 

Os erros de refração não são tecnicamente “doenças” no sentido de patologias, mas sim falhas no modo como o olho foca a luz, sendo as condições visuais mais comuns no mundo.

  • Miopia: Dificuldade em enxergar objetos distantes. A imagem se forma antes da retina. O paciente enxerga bem de perto, mas tem a visão turva para longe.
  • Hipermetropia: Dificuldade em enxergar de perto. A imagem se forma depois da retina. Os pacientes jovens podem compensar, mas sentem dor de cabeça e cansaço visual.
  • Astigmatismo: Visão embaçada ou distorcida para qualquer distância. Ocorre porque a córnea tem um formato irregular, como uma bola de futebol americano, em vez de redonda como uma bola de basquete.
  • Presbiopia (Vista Cansada): A perda de foco para perto que ocorre naturalmente após os 40 anos. O cristalino perde sua elasticidade, dificultando a leitura.

Tratamento: A correção é simples e eficaz, geralmente feita com o uso de óculos, lentes de contato ou cirurgia refrativa.

2. As que roubam a visão silenciosamente 

Algumas doenças são traiçoeiras porque não causam dor ou sintomas perceptíveis até que o dano seja grave. O diagnóstico precoce é a única forma de evitar a perda visual permanente.

Glaucoma: o ladrão silencioso

  • O que é: Uma neuropatia óptica progressiva, onde o dano ao nervo óptico ocorre geralmente devido ao aumento da Pressão Intraocular (PIO).
  • Como age: Destrói lentamente a visão periférica (visão lateral) primeiro. O paciente só percebe que está perdendo a visão quando o dano já está muito avançado, resultando na temida “visão em túnel”.
  • Tratamento: É focado em reduzir a PIO (com colírios, laser ou cirurgia) para estabilizar a doença. A visão perdida é irreversível.

Catarata: o embaçamento comum

  • O que é: A opacificação do cristalino, a lente natural dentro do olho que, com o tempo, se torna turva.
  • Como age: Causa visão embaçada, cores desbotadas, dificuldade para dirigir à noite devido ao excesso de brilho das luzes (halos) e necessidade constante de trocar o grau dos óculos.
  • Tratamento: A única solução é a cirurgia de catarata, um procedimento seguro e rápido onde o cristalino opacificado é removido e substituído por uma lente intraocular artificial.

3. Condições Relacionadas à Idade e Diabetes 

O avanço da idade e algumas condições sistêmicas, como o diabetes, aumentam significativamente o risco de doenças oculares graves.

Degeneração macular relacionada à idade (DMRI)

  • O que é: Uma doença que afeta a mácula, a parte central da retina responsável pela visão detalhada e leitura. É a principal causa de cegueira em idosos nos países desenvolvidos.
  • Como age: Causa distorção da visão (linhas retas parecem onduladas) e uma mancha escura ou borrada no centro do campo de visão.
  • Tipos:
    • Seca (mais comum): Progressão lenta.
    • Úmida (mais grave): Crescimento de vasos sanguíneos anormais que vazam. Exige tratamento urgente com injeções intraoculares.

Retinopatia diabética (RD)

  • O que é: Complicação do diabetes causada por danos nos vasos sanguíneos da retina devido ao nível elevado e descontrolado de açúcar no sangue.
  • Como age: Os vasos sanguíneos vazam ou são bloqueados, causando inchaço na mácula e a formação de novos vasos anormais (proliferativos) que podem levar ao descolamento de retina.
  • Prevenção: O controle rigoroso da glicemia e da pressão arterial é a forma mais eficaz de prevenção.

4. Prevenção e rastreio: a chave para manter a visão 

Onde o diagnóstico e tratamento dessas doenças são feitos? Em primeiro lugar, no consultório do oftalmologista. A intervenção precoce é o que salva sua visão.

Doença Fator de Risco Principal Exame de Rastreio Essencial
Glaucoma Idade (> 40 anos), Histórico familiar, PIO alta. Exame de Fundo de Olho (avaliação do nervo óptico) e Tonometria (medição da PIO).
Catarata Idade (> 60 anos), Exposição solar, Diabetes. Exame com Lâmpada de Fenda (avaliação do cristalino).
DMRI Idade (> 50 anos), Tabagismo, Histórico familiar. Mapeamento de Retina (avaliação da mácula).
Retinopatia Diabética Diabetes mal controlado, Hipertensão. Mapeamento de Retina (anual ou semestral, dependendo do caso).

 

O exame oftalmológico completo anual ou bienal é a sua principal ferramenta de defesa. Se você tem mais de 40 anos, histórico familiar de glaucoma ou diabetes, a regularidade das consultas é inegociável.

Lembre-se: a maioria das doenças oftalmológicas graves não é perceptível na fase inicial. Somente um especialista pode identificar os sinais e agir antes que o dano se torne irreversível.

Qual dessas condições mais te preocupa, e quando foi a sua última visita ao oftalmologista

 

O impacto da tela na visão

O impacto do tempo de tela na visão: crianças e adultos

Em um mundo cada vez mais conectado, as telas de celulares, computadores e tablets se tornaram uma parte indispensável de nossas vidas, seja para trabalho, estudo ou lazer. No entanto, o aumento do tempo de tela tem levantado sérias preocupações sobre seus efeitos na saúde ocular. O que antes era um problema de nicho, hoje é uma questão de saúde pública que afeta desde crianças em idade escolar até adultos em plena carreira.

Neste artigo, vamos explorar o real impacto do tempo de tela na visão de diferentes faixas etárias, os riscos que ele apresenta e, mais importante, as estratégias práticas para mitigar esses efeitos.

O que acontece com nossos olhos na frente das telas?

Quando olhamos para uma tela, nosso sistema visual é submetido a um esforço intenso e prolongado. Diferente de olhar para objetos à distância, o foco constante em um ponto próximo por longos períodos pode causar o que chamamos de Síndrome da Visão de Computador ou Fadiga Ocular Digital.

Os principais sintomas dessa síndrome incluem:

  • Olhos secos e irritados: O número de piscadas por minuto diminui drasticamente quando estamos concentrados em uma tela, o que leva ao ressecamento da superfície ocular.
  • Visão embaçada: A dificuldade de focar para longe após um longo período de visão de perto é um sintoma comum.
  • Dor de cabeça: A tensão nos músculos oculares e a exposição à luz azul podem desencadear dores de cabeça.
  • Sensibilidade à luz: Os olhos podem ficar mais sensíveis à luz natural e artificial.

O impacto nas crianças: o aumento da miopia

O efeito do tempo de tela é particularmente preocupante para as crianças. O desenvolvimento da visão na infância é um período crítico, e o foco excessivo em objetos próximos, combinado com a falta de tempo ao ar livre, tem sido diretamente associado ao aumento global da miopia.

  • Por que isso acontece? Estudos indicam que o olho em desenvolvimento pode se adaptar ao foco constante de perto, crescendo em um formato mais longo. Esse alongamento é a principal causa da miopia, que faz com que a visão para longe se torne embaçada.
  • O papel da luz solar: A exposição à luz natural tem um efeito protetor contra a miopia. O tempo passado ao ar livre estimula a produção de dopamina na retina, o que ajuda a controlar o crescimento do olho.

A prevenção é a palavra-chave. É crucial que os pais incentivem o equilíbrio entre o tempo de tela e as atividades ao ar livre.

O impacto nos adultos: fadiga e olho seco

Para os adultos, que muitas vezes passam a maior parte do dia em frente a computadores por motivos de trabalho, os problemas mais comuns são a fadiga ocular e a síndrome do olho seco. Além disso, a exposição prolongada à luz azul emitida pelas telas pode causar desconforto e, em longo prazo, ser um fator de risco para a degeneração macular.

  • Luz azul: Embora a ciência ainda esteja estudando os efeitos a longo prazo, a luz azul tem uma frequência de onda mais curta e mais energia, o que pode causar um esforço adicional aos olhos.

A boa notícia é que, para os adultos, os danos geralmente não são permanentes. O desconforto e a fadiga tendem a desaparecer com o descanso dos olhos.

Estratégias práticas para proteger a visão

Não é realista pedir para as pessoas abandonarem as telas. A solução, então, é adotar hábitos saudáveis que minimizem os riscos.

  1. A Regra 20-20-20: Para cada 20 minutos olhando para uma tela, descanse os olhos por 20 segundos, olhando para um objeto a 20 pés de distância (cerca de 6 metros). Essa simples pausa relaxa os músculos oculares e ajuda a combater a fadiga ocular.
  2. Ajuste a Ergonomia: Posicione a tela a uma distância de 50 a 60 cm e um pouco abaixo da altura dos olhos. Ajuste o brilho e o contraste para que a tela não seja nem muito clara nem muito escura em relação ao ambiente.
  3. Lembre-se de piscar: A cada 20 segundos, faça 10 piscadas lentas e completas para lubrificar a superfície dos olhos e evitar o ressecamento.
  4. Use Filtro de Luz Azul: Configure o modo noturno do seu aparelho ou use óculos com filtro de luz azul para reduzir a exposição.
  5. Exames de Rotina: Visitas anuais ao oftalmologista são essenciais. O profissional pode diagnosticar e tratar precocemente problemas como a miopia, o astigmatismo ou a síndrome do olho seco, além de recomendar soluções personalizadas.

A tecnologia é uma ferramenta incrível, mas seu uso deve ser consciente. Ao adotar essas dicas para manter a saúde ocular, você garante que sua visão continue nítida e confortável, independentemente do tempo que você passe em frente às telas. Qual dessas dicas você vai começar a aplicar hoje?

E se você estiver sentindo algum desconforto, não deixe de agendar a sua consulta com um oftalmologista, fale conosco.

Os efeitos dos medicamentos na visão

Os efeitos dos medicamentos na visão: um guia para ficar atento

Você sabia que a caixa de primeiros socorros da sua casa pode conter medicamentos que, em algumas pessoas, podem causar efeitos colaterais nos olhos? Embora a maioria dos medicamentos seja segura e os efeitos colaterais visuais sejam raros, é fundamental estar ciente da sua existência e da importância de um acompanhamento médico.

Neste artigo, vamos abordar a relação entre alguns medicamentos populares e a saúde ocular, destacando a importância de se manter em contato com seu oftalmologista e, claro, com o médico que prescreveu o tratamento.

Ozempic e o risco de neuropatia óptica: o que a ciência diz?

Recentemente, tem havido um aumento na discussão sobre uma possível relação entre o uso de medicamentos como o Ozempic (semaglutida), muito utilizados para diabetes tipo 2 e perda de peso, e o risco de uma condição ocular rara e séria chamada Neuropatia Óptica Isquêmica Anterior Não-Arterítica (NOIA-NA).

  • O que é a NOIA-NA? É uma doença que causa danos ao nervo óptico devido à falta de fluxo sanguíneo, levando à perda de visão grave e, em alguns casos, permanente.
  • A relação com o Ozempic: Estudos recentes, especialmente na Dinamarca, sugerem um aumento do risco de NOIA-NA em pacientes que usam Ozempic. No entanto, é crucial ressaltar que a relação de causa e efeito ainda não está totalmente confirmada e que o aumento no risco absoluto é muito baixo. As autoridades de saúde, como a Anvisa, têm emitido alertas para que médicos e pacientes fiquem atentos.
  • O que fazer: Se você utiliza Ozempic e notar uma perda de visão súbita ou qualquer alteração visual, entre em contato com seu médico imediatamente. Apesar da possível associação, especialistas não recomendam a interrupção do tratamento sem orientação médica, pois os benefícios do medicamento para o controle da diabetes e a saúde cardiovascular são significativos.

Outros medicamentos e seus efeitos oculares

O Ozempic é um exemplo recente, mas diversos outros medicamentos de uso comum podem, em casos raros, causar alterações na visão.

  • Anticoncepcionais: Algumas pílulas anticoncepcionais podem levar à síndrome do olho seco devido a alterações hormonais. Os sintomas, como ardência e irritação, podem ser aliviados com colírios lubrificantes, mas é importante conversar com o ginecologista sobre a possibilidade de trocar o método contraceptivo.
  • Corticóides: O uso prolongado de medicamentos à base de cortisona, tanto em comprimidos quanto em colírios, pode aumentar o risco de desenvolver catarata e glaucoma. Por isso, o uso deve ser monitorado de perto pelo médico, especialmente em idosos e crianças.
  • Antidepressivos: Alguns antidepressivos, como a fluoxetina, podem estar associados a problemas na retina e ao aumento da opacidade do cristalino, levando à catarata.
  • Antibióticos: Certos antibióticos podem causar efeitos colaterais temporários, como visão embaçada, sensibilidade à luz (fotofobia) e ardência nos olhos.
  • Medicamentos para Impotência Sexual: O uso de inibidores da fosfodiesterase-5 (como sildenafil) pode causar efeitos temporários na visão, como visão turva e uma percepção alterada das cores (visão azulada), que geralmente desaparecem após algumas horas.

Prevenção e acompanhamento: o papel do paciente e do oftalmologista

A melhor forma de se proteger de possíveis efeitos colaterais é a informação e a comunicação aberta com seus médicos.

  • Informe seu Oftalmologista: Sempre que for a uma consulta oftalmológica, informe ao médico todos os medicamentos que você está tomando, mesmo que sejam de uso esporádico. Isso inclui vitaminas, suplementos e remédios sem receita.
  • Fique atento aos Sinais: Conheça seu corpo. Se você notar qualquer alteração visual, por menor que seja, como visão embaçada, moscas volantes ou perda de visão súbita, procure ajuda médica imediatamente.
  • Não se Automedique: O uso de colírios sem prescrição pode ser perigoso, especialmente para pessoas com glaucoma, pois alguns colírios comuns podem aumentar a pressão intraocular.

A saúde ocular está diretamente ligada à sua saúde geral. O cuidado em longo prazo é crucial para evitar danos e doenças. Lembre-se, a decisão de tomar ou suspender qualquer medicamento deve ser feita apenas após a avaliação de um profissional. Mantenha seus exames em dia e converse com seu médico para garantir o melhor cuidado possível para a sua visão, agende sua consulta na Oftalmocenter.

 

Ler no escuro causa miopia?

Ler no escuro causa miopia? Desvendando o mito da vovó.

Você já ouviu sua mãe ou sua avó dizerem “não leia no escuro que você vai estragar a sua visão”? Essa é uma das frases mais clássicas e persistentes quando o assunto é saúde ocular. A crença de que a leitura em ambientes com pouca luz pode causar miopia é tão comum que muitas pessoas a consideram uma verdade absoluta. Mas será que isso é realmente verdade?

Como especialista em oftalmologia, estou aqui para desvendar esse mito de uma vez por todas e explicar o que realmente acontece com os seus olhos quando a iluminação não é adequada.

O mito por trás da história

A ideia de que ler no escuro prejudica a visão vem, em grande parte, da lógica de que forçar os olhos em condições difíceis causaria um dano permanente. No passado, acreditava-se que o esforço visual excessivo poderia, de alguma forma, deformar o olho e levar à miopia, uma condição em que o olho se alonga e a visão para longe se torna embaçada.

A preocupação é compreensível, mas a ciência nos mostra que o processo é um pouco diferente.

A verdade: fadiga ocular, não dano permanente

A boa notícia é que ler em um ambiente com pouca luz não causa danos permanentes aos olhos nem leva ao desenvolvimento de miopia ou outros erros de refração. Você não vai “estragar” a sua visão por ler um livro com a luz do abajur.

O que realmente acontece é a fadiga ocular. Para entender por que isso ocorre, vamos pensar em como o nosso olho funciona:

  1. Dilatação da Pupila: Em um ambiente escuro, a pupila (a parte preta do olho) se dilata para permitir a entrada de mais luz. Isso faz com que a imagem se torne um pouco menos nítida e exige um esforço maior do olho para focar.
  2. Trabalho Muscular: Para focar de perto, os músculos ciliares dentro do olho se contraem. Em pouca luz, eles precisam trabalhar mais para manter o foco, o que pode levar ao cansaço visual.
  3. Piscar Menos: Quando estamos concentrados na leitura, tendemos a piscar menos, o que resseca a superfície do olho e pode causar ardência nos olhos e desconforto.

O resultado desse esforço extra e da falta de lubrificação são sintomas temporários, como dor de cabeça, visão borrada momentânea e a sensação de olhos cansados. Esses sintomas desaparecem assim que você para de ler e seus olhos relaxam.

A importância da iluminação adequada

Embora ler no escuro não seja o vilão que a cultura popular diz, a iluminação adequada é sua grande aliada. Uma boa luz, seja natural ou artificial, não apenas previne a fadiga ocular, mas também torna a experiência de leitura muito mais confortável.

O ideal é ter uma luz direcionada para a página do livro, sem que ela cause reflexos. A iluminação geral do ambiente também deve ser suficiente para evitar um grande contraste entre o que você está lendo e o que está ao seu redor.

E o que causa a miopia, afinal?

Se ler no escuro não é o culpado, o que, então, causa o aumento alarmante de casos de miopia em crianças e adolescentes?

A ciência aponta para uma combinação de fatores genéticos e, principalmente, ambientais. Os principais vilões são:

  • Tempo de Tela: O uso excessivo de celulares, tablets e computadores, que forçam o foco de perto por longos períodos, tem sido associado ao aumento da miopia.
  • Pouco Tempo ao Ar Livre: Estudos mostram que passar tempo sob a luz natural do sol tem um efeito protetor contra o desenvolvimento da miopia. O tempo gasto ao ar livre, longe das telas, é crucial para a saúde visual das crianças.

Deixe o mito de lado e foque no que realmente importa

É hora de deixar a culpa de lado e abandonar o mito de que ler no escuro vai prejudicar sua visão. Em vez disso, concentre-se no que realmente importa: adotar hábitos saudáveis para os seus olhos.

Se você ou seu filho sentem fadiga ocular com frequência, dor de cabeça ou notam que a visão para longe está embaçada, o melhor a fazer é agendar uma consulta com um oftalmologista. O diagnóstico preciso e a orientação profissional são as ferramentas mais poderosas para proteger a sua visão a longo prazo.

Lembre-se: o cuidado com a saúde ocular é um investimento para a vida toda.

Retinoplastia diabética

O que é a retinopatia diabética e por que o diabético precisa de um cuidado especial com os olhos

O diabetes é uma doença crônica que exige cuidados em várias frentes, e a saúde ocular é uma das mais importantes. Muitas pessoas com diabetes focam no controle da glicemia, na dieta e nos exercícios, mas esquecem que a doença também pode afetar a visão de forma silenciosa e devastadora. A retinopatia diabética é a principal causa de cegueira entre adultos em idade produtiva e é uma das complicações mais sérias do diabetes.

Neste artigo, vamos explicar o que é a retinopatia diabética, por que o controle do diabetes é crucial para a saúde dos seus olhos e quais medidas você pode tomar para prevenir e tratar essa condição. A informação é a sua melhor ferramenta de defesa contra a perda de visão.

O que é retinopatia diabética?

A retinopatia diabética é uma doença que danifica os vasos sanguíneos da retina, a camada de tecido sensível à luz que fica no fundo do olho. A retina é essencial para a visão, pois transforma a luz em sinais nervosos que o cérebro interpreta como imagens.

Quando os níveis de açúcar no sangue (glicemia) permanecem altos por muito tempo, os pequenos vasos sanguíneos da retina são danificados. Eles podem vazar fluidos, proteínas e gorduras, causando inchaço na retina. Com o tempo, esses vasos danificados se fecham, e o corpo tenta criar novos vasos sanguíneos para compensar. No entanto, esses novos vasos são frágeis, propensos a sangramentos e podem formar tecido fibroso que puxa e danifica a retina, levando ao descolamento de retina e à cegueira.

O grande perigo da retinopatia diabética é que, em seus estágios iniciais, ela não apresenta sintomas. A perda de visão acontece de forma gradual e só se torna perceptível quando o problema já está em um estágio avançado.

Por que o diabético precisa de um cuidado especial?

Qualquer pessoa com diabetes tipo 1 ou tipo 2 pode desenvolver retinopatia diabética. A duração da doença e o controle glicêmico são os principais fatores de risco. Quanto mais tempo uma pessoa tem diabetes e quanto pior for o controle da glicemia, maior é a chance de desenvolver a doença e de que ela progrida rapidamente.

O monitoramento e o controle do diabetes, portanto, são a primeira e mais importante linha de defesa. A saúde ocular e o controle do diabetes andam de mãos dadas.

Outros fatores que aumentam o risco incluem:

  • Hipertensão arterial (pressão alta).
  • Níveis elevados de colesterol.
  • Gravidez.

Prevenção e diagnóstico precoce: A chave para a visão

Como a retinopatia diabética é silenciosa, o diagnóstico precoce é a única forma de garantir um tratamento eficaz. É por isso que todo diabético deve realizar um exame oftalmológico completo, com dilatação da pupila, pelo menos uma vez por ano. Se a doença já tiver sido diagnosticada, a frequência dos exames deve ser maior, conforme a orientação do oftalmologista.

O exame de rotina, que inclui o exame de fundo de olho, permite que o médico avalie a retina em busca de sinais de danos, como pequenos sangramentos, inchaço (edema macular) ou o desenvolvimento de novos vasos sanguíneos.

Tratamentos modernos para a retinopatia diabética

Uma vez diagnosticada, a retinopatia diabética pode ser tratada para evitar que a perda de visão avance. As opções de tratamento variam de acordo com o estágio da doença:

  • Controle Glicêmico e da Pressão Arterial: Em estágios iniciais, a primeira recomendação é intensificar o controle do açúcar no sangue e da pressão arterial. Isso pode, muitas vezes, retardar ou até mesmo interromper a progressão da doença.

  • Terapia a Laser (Fotocoagulação): Para os casos mais avançados, o tratamento a laser pode selar os vasos sanguíneos com vazamento e destruir os vasos anormais, evitando que eles cresçam e causem mais danos.

  • Injeções Intraoculares: Medicamentos anti-VEGF são injetados diretamente no olho para reduzir o inchaço da retina e impedir o crescimento dos vasos sanguíneos anormais. Este é um dos tratamentos mais modernos e eficazes, especialmente para o edema macular.

  • Cirurgia de Vitrectomia: Em casos graves, como sangramentos extensos ou descolamento de retina, a cirurgia pode ser necessária para remover o sangue e o tecido cicatricial que puxa a retina.

Não negligencie sua visão

Viver com diabetes exige uma rotina de cuidados, e o acompanhamento oftalmológico é uma parte essencial dela. A retinopatia diabética pode ser evitada ou, se diagnosticada a tempo, tratada com sucesso.

Não espere ter sintomas como visão borrada ou “moscas volantes” para procurar um especialista. Faça do exame oftalmológico anual uma prioridade. Ao manter o controle rigoroso da glicemia e fazer as consultas de rotina, você está dando um passo fundamental para preservar sua visão e sua qualidade de vida por muitos anos.

Você já fez seu exame oftalmológico este ano? Se não, agende sua consulta e cuide da sua visão.

 

OCT Topcon Maestro

Aquisição do novo Tomógrafo de Coerência Óptica (OCT) – Tecnologia de ponta para avaliações mais precisas

O que é o OCT da Topcon?

O Tomógrafo de Coerência Óptica, ou simplesmente OCT, é um exame de imagem não invasivo que funciona de forma semelhante a um ultrassom, mas em vez de ondas sonoras, ele usa feixes de luz para criar imagens detalhadas e de alta resolução das estruturas internas do olho.

Para que ele serve? Ele nos permite visualizar e analisar as camadas da retina, o nervo óptico e a mácula com uma precisão microscópica. Isso é fundamental para identificar alterações que seriam invisíveis em exames convencionais.

Por que essa tecnologia é crucial?

A precisão do diagnóstico é o primeiro passo para um tratamento eficaz. O novo OCT da Topcon nos oferece uma riqueza de detalhes inigualável, o que é vital para o manejo de duas das doenças oculares mais sérias: o glaucoma e as doenças da retina.

Onde essa precisão faz a diferença?

  • Prevenção e controle do glaucoma: O glaucoma é conhecido como o “ladrão silencioso da visão” porque, na maioria das vezes, não apresenta sintomas nas fases iniciais. O OCT é a ferramenta mais poderosa para detectar o dano nas fibras nervosas do nervo óptico — um dos primeiros sinais da doença — antes mesmo que a perda de visão ocorra. Com o novo aparelho, podemos fazer essa detecção precoce de forma ainda mais rápida e precisa, permitindo um tratamento imediato e eficaz para frear a progressão da doença.
  • Avaliação de doenças da retina: Para condições como a Degeneração Macular Relacionada à Idade (DMRI), o edema macular ou a retinopatia diabética, o OCT nos permite mapear e quantificar o inchaço e a espessura da retina. Isso é essencial para monitorar a resposta ao tratamento e ajustar a terapia conforme a necessidade.

 

Como o novo OCT da Topcon funciona?

Como essa tecnologia se destaca? O novo OCT da Topcon é equipado com uma velocidade de varredura excepcional e uma resolução de imagem superior. Ele usa um laser de varça de 1050nm para criar imagens de corte transversal da retina e do nervo óptico com alta definição.

As principais vantagens que essa tecnologia oferece são:

  • Mapas 3D da retina e do nervo óptico: O aparelho gera mapas tridimensionais, que nos permitem analisar as camadas oculares de forma aprofundada, identificando pequenas lesões ou afinamentos de camadas que poderiam passar despercebidos.
  • Análise quantitativa: Ele mede a espessura de cada camada da retina e das fibras nervosas, comparando os dados com um banco de dados de olhos saudáveis. Essa análise quantitativa é um dos recursos mais valiosos para monitorar a progressão de doenças ao longo do tempo.
  • Capacidade de rastreamento: O sistema possui um recurso de rastreamento ocular que compensa os movimentos involuntários do paciente, garantindo imagens de alta qualidade e precisão, mesmo em pessoas com dificuldade de fixar o olhar.

 

Quem se beneficia da tecnologia OCT?

Qual paciente é o principal beneficiado? Qualquer pessoa que faça um exame oftalmológico de rotina pode ter sua saúde ocular monitorada pelo OCT, mas ele é particularmente importante para:

  • Pessoas com histórico familiar de glaucoma: A detecção precoce é a chave para a prevenção da perda de visão.
  • Pacientes diabéticos: O monitoramento regular da retina é essencial para a prevenção da retinopatia diabética.
  • Indivíduos com mais de 50 anos: Principalmente aqueles com risco de desenvolver DMRI ou outras doenças maculares.
  • Pacientes que apresentam sintomas visuais como distorção de imagem ou visão embaçada: O OCT ajuda a identificar a causa do problema de forma rápida e precisa.

Quando realizar o exame de OCT?

A indicação para o exame de OCT é feita pelo médico oftalmologista após a avaliação clínica. Geralmente, ele é parte do acompanhamento de doenças como glaucoma, retinopatia diabética, oclusões vasculares da retina e degeneração macular. O exame é rápido, indolor e não exige preparo especial, tornando-o acessível e confortável para o paciente.

A chegada do OCT da Topcon reforça nosso compromisso com o que há de mais avançado em diagnóstico e tratamento ocular. A tecnologia não substitui a experiência e o cuidado do profissional, mas é uma ferramenta poderosa que nos permite proteger a visão dos nossos pacientes com a máxima precisão e confiabilidade. Se você tem dúvidas sobre sua saúde ocular, ou se acredita que pode se beneficiar do exame de OCT, agende uma consulta. Estamos aqui para cuidar da sua visão com o que há de melhor.

 

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